Introdução ao estudo do livro do profeta Ezequiel; o contexto histórico e o propósito das suas profecias para os exilados. Temas principais do seu livro e aprendizados.

Introduction to the study of the Book of the Prophet Ezekiel; the historical context and the purpose of his prophecies for the exiles. Main themes and lessons to be learned.


Profeta Ezequiel – Introdução



Informações sobre o profeta, contexto histórico e propósito das profecias do seu livro

Ezequiel, filho de Buzi, era sacerdote e foi levado cativo para Babilônia em 597 AC, junto com Joaquim (Jeconias), rei de Judá (Ez 1: 1-2; 2 Cr 36: 9-10; 2 Rs 24: 14-17). A história relata três fases do exílio de Judá: 605, 597 e 586 AC. Seu nome vem do hebraico Yehezqe’l ou Jeezquel, que significa ‘Deus fortalece’. Seu período profético é: 592-571 AC.

Ele se estabeleceu junto com os exilados na vila de Tel-Abibe, que ficava na região de Nipur, a sudeste da Babilônia, perto do Rio Quebar (ou Canal de Quebar), um canal de irrigação, não um rio natural. Quebar (em hebraico, כְּבָר, kebhâr – Strong #3529) significa “comprimento” ou “grande”. Em babilônico era chamado nāru kabari (‘Grande Canal’).

Tel-Abibe significa: ‘Colina de grãos frescos’ ou ‘de brotos novos’ ou ‘espigas verdes de cevada’ ou ainda, ‘colina da destruição’ ou ‘colina de ruínas’, assim interpretado como o local babilônico do Dilúvio.

Com 30 anos de idade, no 5º ano do seu exílio, ele recebeu seu chamado como profeta  (Ez 1: 1-2). Em Quebar começaram suas visões proféticas para os que estavam com ele no exílio, tentando reanimá-los, dizendo que Deus os levaria de volta à sua terra. Ezequiel foi chamado por Deus para ser “um sinal aos exilados” (Ez 12: 11).

O primeiro retorno dos exilados a Jerusalém só se deu em 538 AC.


Profeta Ezequiel


Segundo a bíblia, sua esposa morreu subitamente no dia que Nabucodonosor sitiou Jerusalém (Ez 24: 1-2; 15-18; 21-24; 2 Rs 25: 1-2): 10º dia do 10º mês (Tebete: Dezembro–Janeiro) do 9º ano do reinado do rei Zedequias (588 AC). O estado de sítio durou mais ou menos 1 ano e meio (2 Rs 25: 2-3). No 9º dia do 4º mês (Tamuz: Junho–Julho) do 11º ano do reinado do rei Zedequias, a cidade foi arrombada e o rei foi levado cativo (2 Rs 25: 3-4; Jr 39: 2-7; Jr 52: 4-12). No 7º dia do 5º mês (’Abh: Julho–Agosto) do 19º ano de Nabucodonosor (586 AC – 2 Rs 25: 8 – 1 mês depois do exílio de Zedequias) Jerusalém foi completamente arrasada, incluindo o templo do Deus de Israel. A morte da esposa de Ezequiel foi também um sinal de Deus para o povo, que não deveria se lamentar ou prantear o exílio, mas se conformar com a decisão do Senhor. A bíblia não fala que ele tinha filhos.

Seu livro foi originalmente escrito em hebraico por volta de 592-571 AC, durante o período do seu exercício profético, diferente do livro de Daniel (escrito em aramaico) e Esdras (escrito em ambos os idiomas: hebraico e aramaico).

Ao escrever o livro de Apocalipse, o apóstolo João teve visões muito parecidas com as de Ezequiel, como a dos querubins e do trono de Deus (Ap 4: 2-8; Ez 1: 5-11; Ap 1: 14-15; Ez 1: 26-28; Ap 4: 8; Ez 1: 18; Ez 10: 12, 14, 21-22). Nós podemos identificar muitas passagens semelhantes nos dois livros: a nuvem da glória de Deus no santuário (Ap 15: 8; Ez 1: 28; Ez 3: 23; Ez 8: 4; Ez 10: 3-4; Ez 43: 2-5); os executores, mencionados por Ezequiel para vir destruir a cidade e marcar a testa dos justos (Ap 9: 4; Ez 9: 4-6); o livrinho que foi dado a João para ele comer (Ap 10: 9-10; Ez 2: 8-10; Ez 3: 1-3); Gogue e Magogue como os inimigos finais a serem destruídos (Ap 16: 21; Ap 20: 8-9; Ez 38-39); o Templo visto por Ezequiel, a cidade e a porção sagrada, muito parecidos com a estrutura da Nova Jerusalém (Ap 21: 10; Ez 40: 2; Ap 21: 12-13, 16-17, 21; Ez 48: 30-35); a medição do santuário (Ap 11: 1; Ez 40: 3); as águas do santuário (Ez 47:1), com a qual Jesus se identificou em Jo 7: 37-38; o pastor mencionado em Ez 34 e revelado em Jesus (Jo 10: 11, 14-15, 27-28); o rio de água da vida mencionado em Ez 47: 7-9, 12, e sua semelhança com o rio da vida em Ap 22: 1-2.

Como em todos os livros proféticos que escrevi, o Senhor me deu experiências espirituais interessantes, até difíceis com este livro. Algumas passagens me esclareceram em relação ao meu próprio chamado profético, outras me fizeram penetrar mais profundamente no mundo espiritual, sentir a carga de trevas presentes naquele povo exilado, a intensidade da ira de Deus e a severidade da advertência profética, para que uma poderosa transformação espiritual pudesse ocorrer neles. Eu pude sentir a opressão espiritual do contexto em que o profeta estava inserido, sua responsabilidade e seu sofrimento, sendo um modelo vivo do que o Senhor estava sentindo e querendo transmitir ao Seu povo. Mais do que isso, eu consegui ter mais consciência de até onde vai a paciência de Deus e a intensidade da Sua ira em ato de julgamento, o que realmente deveria chamar a atenção das pessoas hoje para o que significa provocá-lo, desprezá-lo e até rejeitá-lo na Sua tentativa de reconciliação com a humanidade.

Suas encenações, assim como as de Jeremias, não eram um mero desempenho teatral, e sim uma expressão do seu sofrimento e do desprazer de Deus com uma geração rebelde, perversa e que não merecia nada mais além da Sua repreensão.

Deus reforça para Ezequiel as responsabilidades do verdadeiro atalaia (Ez 33: 1-20 – “A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel: tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lhe darás aviso da minha parte” – Ez 33: 7; Ez 3: 16-27) e profetiza também contra os pastores infiéis de Israel (Ez 34: 1-10), dizendo que Ele mesmo cuidará do Seu rebanho (Ez 34: 11-31). Alusões ao Messias podem ser vistas em Ez 34: 23; Ez 37: 24; Ez 17: 22-24.

Como aconteceu com Jeremias, Ezequiel também foi desprezado pelo povo (Ez 33: 30-33), que não dava valor às suas profecias e não as colocava em prática. Mas as promessas do Senhor não seriam retardadas.

Temas principais do seu livro

1) Advertências do juízo vindouro sobre Jerusalém por causa do seu pecado (a terceira etapa do exílio, e a mais devastadora).

Um dos teores das profecias de Ezequiel era a advertência do juízo de Deus sobre uma nação rebelde e idólatra. O Senhor lhe mostrou claramente as abominações dentro de Sua Casa pelos sacerdotes, pois o profeta era sacerdote e sofreu ao ter a visão da destruição e da abominação no templo. Deus também lhe mostrou Seu juízo contra os príncipes de Judá, que viviam de falsas profecias e aconselhavam erradamente o povo, levando-o à idolatria (Ez 11: 1-13). Da mesma forma que com Jeremias, Deus usou algumas vezes com Ezequiel a dramatização (encenação), para o aprendizado ser entendido como um sinal do que Ele estava fazendo ou viria a fazer ao Seu povo. Uma delas foi a do tijolo (Ez 4: 1-17), simbolizando o cerco de Jerusalém; outra foi a da espada (Ez 5: 1-4), representando o destino da nação: uns morreriam pela fome ou queimados na cidade, que seria tomada pelos babilônios; outros seriam mortos à espada, outros seriam espalhados entre as nações; destes, uns seriam poupados, outros seriam mortos longe de sua pátria.

Outra dramatização feita pelo profeta foi quando preparou a bagagem do exílio e saiu do meio do povo para outro lugar por ordem do Senhor (Ez 12: 1-9). Isso ilustrava o que acontecera com eles e que ainda aconteceria com o resto que havia ficado em Jerusalém (Ez 12: 10-16). Ezequiel deixava bem claro a Israel que sua rebeldia o impedia de entender a palavra do Senhor, por isso não criam que as profecias se cumpririam. Entretanto, Deus afirma que elas seriam todas cumpridas e não seriam retardadas (Ez 12: 25;28), diferenciando-as das falsas profecias que eles ouviam.

Aliás, o ataque de Ezequiel aos falsos profetas era tão intenso quanto o de Jeremias (Ez 13: 3; Ez 13: 6-9 e 16), assim como em relação às falsas profetisas (Ez 13: 17-23, principalmente vs. 21-23). Deus mesmo faria cessar suas falsas visões. O castigo contra a idolatria já tinha sido decretado por Deus (Ez 14: 6-8; Ez 14: 16; Ez 14: 21-22), tanto para os profetas quanto para os sacerdotes, os príncipes e o povo. Em Ez 18: 1-32, YHWH deixa claro que a responsabilidade é pessoal, que Ele respeita o livre-arbítrio dos Seus filhos e que cada um deles vai trazer à sua vida o que praticar; além disso, termina se revelando aos Seus escolhidos, dizendo que não tem prazer na morte de ninguém, mas o que está acontecendo com eles é Sua disciplina, para trazê-los de volta à bem-aventurança e à comunhão com Ele. Sua santa indignação contra o comportamento idólatra de Israel e Judá é comparada à indignação de um marido traído pela esposa adúltera (Ez 23: 1-49; Ez 16: 1-63); Sua vingança é certa.

2) Promessas de juízo sobre outras nações.

O segundo tópico do seu livro deixa clara a punição divina sobre as demais nações ao redor de Israel (Amom, Moabe, Edom, Filístia, Tiro e Egito – Ez 25 a 29), não apenas pela sua iniqüidade particular, por serem nações visivelmente pecaminosas, mas, principalmente, porque se alegraram com o exílio do povo escolhido e com a profanação do templo do Senhor. Quando Ezequiel fala de Tiro, deixa-nos a impressão de transmitir algo mais, como que falando da queda do próprio Satanás (Ez 28: 11-19), que ocorreu no passado, ou da sua nova queda na próxima vinda de Jesus.

3) Palavras de esperança para o futuro de Israel.

A terceira característica das profecias de Ezequiel diz respeito à restauração da nação após o exílio (Ez 36: 24-28) e que, como um exército de ossos secos, serão ressuscitados (37: 1-14 – “A visão de um vale de ossos secos”); a nação deixará de ser duas (Israel e Judá), como foi até aquele momento, e voltará a ser unida como nos tempos de Davi (Ez 37: 15-28). Podemos extrapolar esta profecia para a primeira vinda de Jesus, quando Judá e Israel estarão unidos debaixo do Seu amor:
• Ez 34: 23: “Suscitarei para elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi (= Jesus) é que as apascentará; ele lhes servirá de pastor”.
• Ez 34: 24: “Eu, o Senhor, lhes serei por Deus, e o meu servo Davi (= Jesus) será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse”.
• Ez 37: 22: “Farei deles uma só nação na terra, nos montes de Israel, e um só rei será rei (= Jesus) de todos eles. Nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos”.
• Ez 37: 24: “O meu servo Davi (= Jesus) reinará sobre eles; todos eles terão um só pastor, andarão nos meus juízos, guardarão os meus estatutos e os observarão”.


A visão do vale de ossos secos


4) Visão do novo templo e do país restaurado.

Completando as profecias sobre a restauração da nação, Deus dá a Ezequiel a visão do novo templo (572 AC – Ez 40: 1; Ez 40–43), assim como reforça os deveres dos sacerdotes (restauração do sacerdócio Levítico) e das leis mosaicas (Ez 44–46). O templo visto por Ezequiel jamais foi edificado. O segundo templo, o de Zorobabel (templo reconstruído em 536 AC), foi uma tentativa de reconstruir o que tinha sido edificado por Salomão. Entretanto, erigido ou não, o templo de Ezequiel dava ao povo uma nova esperança de voltar a se sentir o povo escolhido. Talvez as dimensões e a aparência do templo e da Cidade de Davi a ser reconstruída, mostrados em visão ao profeta, sejam uma alusão à nova Jerusalém (Ap 21: 12-13; Ez 48: 30-38). O Espírito Santo seria derramado como águas purificadoras sobre eles e Sua unção seria cada vez mais abundante, renovando muitas vidas.

A área sagrada descrita por Ezequiel no capítulo 48 (156,25 km²) nos faz perceber que com aquelas dimensões seria impossível construir algo semelhante nas montanhas da Judéia (em especial na Jerusalém antiga) sem alterar completamente a geografia da terra para aplaná-la, de maneira a prepará-la para a construção. A atual metrópole de Jerusalém possui cerca de 126 km² (ou 125,156 km²). A “Cidade Velha”, parte oriental da região metropolitana de Jerusalém, ocupa menos de 1 km².

Ainda mais se contarmos 12,5 km de comprimento para a área da porção sagrada + 34 km para o leste (a distância de Jerusalém ao rio Jordão em linha reta) e 53 km para o oeste (a distância de Jerusalém ao mar Mediterrâneo em linha reta) para a área lateral pertencente ao príncipe, tudo isso com a largura de 12,5 km também (Ez 48: 8-9; 13), então teremos 1.243,75 km².

O templo em si, com as dimensões de 500 côvados de lado (250 metros; com o côvado aproximado de 50 cm), não seria impossível de construir, uma vez que Herodes fez uma esplanada muito maior para o segundo templo.


Templo de Ezequiel

Plano do templo de Ezequiel (Ez 40; 41 e 42):

G (Gates) = Portões
K (Kitchens) = Cozinhas dos levitas
C (Chambers) = Câmaras ao redor do Átrio exterior
CBO (Chamber to wash the burnt offerings) = Câmara para lavar os holocaustos
CSP (Chamber for singers and priests) = Câmaras para Cantores e sacerdotes
CP (Chamber for the priests) = Câmaras para sacerdotes encarregados do altar
PC (Priests’s chambers) = Câmaras dos sacerdotes, em dois prédios de 3 andares
PK (Priests’s kitchens) = Cozinhas dos sacerdotes
WB (Western building) = Prédio Ocidental (Ezek. 41: 12)
SA (Separated area) = Área separada
HP (Holy Place) = Lugar Santo
H (Holy of Holies) = Santo dos Santos
A (Altar) = Altar
OW (Outer wall) = Muro externo – 6 côvados de altura x 6 côvados  de largura x e 500 côvados (250 metros) de comprimento nos 4 lados do templo
Inner Court (Átrio Interior) = 100 côvados de comprimento nos quatro lados
Outer Court (Átrio Exterior) = 100 côvados de largura ao Norte, Leste e Sul

O muro do templo tinha 250m (500 côvados) de comprimento nos quatro lados, fazendo separação entre o Santo e o profano.

O átrio exterior está num plano mais elevado (7 degraus) do que a área fora do templo, assim como o átrio interior está num plano mais elevado (8 degraus, o “nível superior” (Upper Level) descrito na figura) do que o pátio externo. E a área do santuário propriamente dita se eleva ainda mais (10 degraus) em relação ao pátio interior.

Ez 40: 5: Côvado longo de Ezequiel = 51,8 cm (1 côvado comum + 4 dedos).
Cana = 3,108 metros = 6 côvados longos.

Aprendizados com Ezequiel

Os aprendizados principais com Ezequiel se resumem na justiça e no juízo de Deus contra o pecado e na esperança e no incentivo aos que estão arrependidos, enfraquecidos e humilhados, trazendo-os de volta a um estado de comunhão perfeita com Ele. Quando não existe arrependimento de um povo, Deus o leva à Sua disciplina, o entrega nas mãos do inimigo até que veja por si mesmo quem é o seu verdadeiro Senhor e Libertador.

Através do estudo de Ezequiel outras coisas se tornam claras:

• Deus é meticuloso e exato em tudo o que fez e ainda faz, põe as coisas nos seus devidos lugares e tem o controle sobre tudo, para que Seu povo entenda que cada ato ou atividade que se pratique tem uma importância e um significado na nossa vida e no Seu contexto global para a humanidade.
• A cidade descrita e a divisão das terras entre as tribos simbolizam o direito de cada filho de Deus sendo preservado e recompensado na morada celestial, onde haverá lugar para todo mundo, sem competição ou roubo de propriedades ou direitos de cidadania.
• Um dia nós teremos um lugar perfeito de adoração a Deus e de um relacionamento pleno com Ele, e a recompensa após tanto sofrimento.
• O Senhor comanda a boca e as atitudes do profeta para que Ele fale através dele (Ez 3: 26-27; 24: 27; 29: 21; 33:22).
• Muitas vezes o silêncio do profeta é disciplina de Deus para quem precisa se voltar a Ele.
• Quando estamos a serviço de Deus Ele mesmo nos sustenta. Ele está ciente do que precisamos. A visão terrena dá lugar à espiritual.
• A vida do profeta pode ser solitária, mas o Senhor o supre nas suas carências.
• Ele nos fortalece contra os olhares ruins e a hostilidade dos rebeldes (“fronte como o diamante” – Ez 3:9; “como forte muro de bronze” – Jr 15: 20) para que não sejamos enganados, decepcionados ou esmorecidos.
• Sua paciência é infinita e Ele dá esperança e incentivo aos que estão arrependidos, enfraquecidos e humilhados, trazendo-os de volta a um estado de comunhão perfeita com Ele.
• Mas Seu juízo contra o pecado e a rebeldia também é inexorável, quando Sua paciência se esgota.
• “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10: 31).

Vídeo de ensino

Esse vídeo é parte do curso bíblico (link dourado no alto das páginas).

O Profeta Ezequiel

O estudo completo se encontra no livro:


O livro do profeta Ezequiel; livro evangélico

O livro do profeta Ezequiel

The book of prophet Ezekiel

Resumo sobre os profetas:


livro evangélico: Profeta, o mensageiro de Deus

Profeta, o mensageiro de Deus

Prophet, the messenger of God

Sugestão para download:


tabela de profetas AT

Tabela dos profetas (PDF)

Table about the prophets (PDF)


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

▲ Início  

PIX: msearaagape@gmail.com

E-mail: msearaagape@gmail.com